Carreira
Carreira: Saiba o que os recrutadores avaliam quando perguntam. Quais são os seus hobbies?
Jul 5th

Quando participamos de uma entrevista de emprego, muitas vezes somos surpreendidos com as perguntas: “Quais os seus hobbies?” ou “O que você faz nas horas vagas?”. Neste momento, nos perguntamos qual seria a relação da entrevista com estes questionamentos.
De acordo com especialistas, este tipo de pergunta serve para avaliar aspectos comportamentais sobre o candidato, fazendo com que o recrutador saiba como ele funciona socialmente. Alguns também podem questionar sobre situações passadas para obter informações, como por exemplo, uma situação em que a pessoa teve de exercer a liderança.
Especialistas dizem que as respostas devem ser sempre sinceras, pois muita gente tenta adequar as respostas, de acordo com o que elas acreditam que o recrutador queira ouvir. Entretanto, isso é um erro, pois em outras etapas do processo o candidato pode se contradizer e assim irá diminuir suas chances de conquistar a vaga. Além disso, o entrevistado nunca sabe o que o recrutador está precisando.
Abaixo alguns exemplos de hobbies, e o que eles sugerem ao recrutador.
- Futebol: facilidade para trabalhar em equipe e liderança;
- Quebra-cabeças: facilidade de concentração e alto poder analítico;
- Plantas: sensibilidade, paciência e determinação;
- Maratona: determinação, superação e disciplina;
- Leitura: alto poder de concentração;
- Cinema: alto poder de análise;
- Pintura: facilidade de concentração e apego aos detalhes;
- Fotografia: sensibilidade e visão analítica.
Isaca cria certificação para gestores de riscos em TI
Jun 28th

Os profissionais que atuam na área de segurança da informação e têm experiência em gestão de riscos de TI, agora a possibilidade de buscar uma certificação específica no mercado. Trata-se da CRISC (Certified in Risk and Information Systems Control), lançada no início deste ano pela ISACA (Information Systems Audit and Control Association).
A certificação junta-se a uma série de selos concedidos pela ISACA – reconhecida como uma das principais entidades mundiais na área de segurança da informação – entre os quais estão:
- Certified Information Systems Auditor (CISA), voltado para auditores
- Certified Information Security Manager (CISM), destinado a Chief Security Officer (CSO)
- Certification Governance of Enterprise IT (CGEIT), que atesta o conhecimento dos profissionais que exercem atividades ligadas à governança em TI.
Segundo a ISACA, atualmente, 713 profissionais do mercado internacional já receberam o novo certificado, sendo que 2 deles estão na América Latina.
A certificação CRISC nasceu como uma resposta à própria demanda do mercado, explica José Angel Peña Ibarra, vice-presidente internacional da ISACA. Para justificar essa iniciativa ele cita que hoje existem diversas normas internacionais que obrigam as empresas a adotar controles mais rígidos dos sistemas de informação.
“Hoje os profissionais precisam conhecer as melhores práticas para gerenciar os sistemas de TI que podem colocar os negócios em riscos”, afirma Ibarra. Ele cita que isso tem sido motivado por normas como Sarbanes-Oxley, Basiléia II e Payment Card Industry Data Security Standard (PCI DSS).
Complemento ao CobIT
A certificação surgiu especificamente para os especialistas que desenvolvem e implementam projetos nessa área e que estão sendo bastante procurados pelas companhias. “Detectamos que há uma demanda internacional por profissionais com habilidades em gestão de riscos e criamos uma certificação global, com aceitação em qualquer lugar”, explica o vice-presidente da ISACA.
Ibarra ressalta ainda que como os temas governança, riscos e compliance são prioridade para as empresas, a certificação CRISC tende a valorizar os profissionais especializados nesse tema.
fonte: ComputerWorld
61% dos profissionais no Brasil são promovidos por mérito, aponta estudo.
Jun 28th
No Brasil, a principal razão que leva à promoção dos profissionais é o esforço, o comprometimento e a dedicação ao trabalho. A informação faz parte de um levantamento realizado pela empresa de recrutamento de profissionais Robert Half, para o qual foram consultados 382 gerentes, diretores, supervisores, coordenadores e analistas.
Para 61% dos entrevistados que foram promovidos nos últimos seis meses, a questão de se destacar no trabalho foi essencial para receber a promoção. Esse requisito ficou à frente de outras justificativas comuns, como expansão da empresa (9%), contraproposta (6%) e substituição de um superior (2%).
Por outro lado, 57% dos gestores consultados afirmaram que gostariam de promover com mais frequência seus subordinados, mas não o fazem por limitação dos orçamentos.
O levantamento questionou ainda quais as questões que as empresas levam em consideração para promover um funcionário. A capacidade gerencial apareceu em primeiro lugar, com 30% dos votos, seguida por capacidade gerencial, com 21%. Na sequência, com 15% das respostas, foi citada a capacidade técnica.

Portanto, para o profissional que está ingressando na área, é necessário ter comprometimento, responsabilidade e acima de tudo constante atualização das novas tecnologias disponíveis, afim de facilitar seu trabalho e ser reconhecido em sua empresa. Seguindo essas dicas, você se tornará um profissional de sucesso com muitas possibilidades de promoção.
Fonte: CIO
Dez fatores essenciais ao sucesso dos projetos
Jun 25th

Muitos profissionais de TI concordam que o apoio dos principais gestores da companhia, uma clara definição de escopo e requerimentos, boa comunicação e os recursos adequados representam os principais ingredientes.
Esses não são os únicos fatores que influenciam as chances de sucesso de um projeto. Os executivos de TI também têm em mente que as iniciativas dependem de uma metodologia, atender às expectativas dos gestores e um grande conhecimento em gestão.
Recentemente, um grupo de 83 CIOs que participam de um grupo de discussões no LinkedIn criaram um guia com os fatores para que o projeto seja bem-sucedido.
Alguns dos fatores mencionados são óbvios, outros nem tanto. Acompanhe os principais itens discutidos:
1. Defina sucesso
Os profissionais só vão atingir o sucesso se souberem exatamente o que é esperado deles. O gerente de projetos globais da empresa Integra LIfeSciences, Steve Hawthorne, diz que é indispensável saber quais os objetivos de um projeto.
“É comum para nós, profissionais de TI, definirmos sucesso como a junção de metas, necessidade e orçamento atendidos”, diz. O executivo ainda afirma que, sim, esses são pontos importantes em um projeto. Mas vale lembrar que compreender a influência desses quesitos para a empresa é igualmente importante. Em outras palavras: saiba o quê, mas tente saber também por quê.
2. Popularidade não é tudo
Consultora de TI e líder de projetos, Bronnie Brooks, diz que, por várias vezes já teve de tomar decisões que a fizeram pouco popular entre os clientes, a gerência ou, mesmo, a equipe. Tudo isso para manter um projeto andando e atingir os resultados esperados. Em uma ocasião, por exemplo, teve de informar ao cliente que determinado recurso – esperado para o software encomendado – não poderia ser integrado ainda. O usuário teria de esperar pacientemente até o lançamento da versão seguinte.
Tomar decisões difíceis sobre onde alocar recursos no meio do andamento de projetos é, no mínimo, difícil. Gerentes de projetos também querem ser queridos, ao passo em que respondem pelo sucesso das empreitadas. Mesmo assim, não podem recuar ante a decisões críticas.
“Às vezes, a melhor decisão não é a mais popular”, diz Brooks, que emenda “mas é o que vai garantir que a projeto ande equilibrando a relação entre o esperado e o possível”.
3. Capacitar o usuário final e acompanhar o start-up
Uma questão óbvia ao sucesso do projeto é treinar os usuários para utilização das soluções. Em muitos casos, porém, a implementação de sistemas falha, não em função de entrega fora do prazo ou por estourar o orçamento, mas porque as pessoas não foram adequadamente treinadas.
“Quando a questão é aprimorar o uso do software, não existe “demais”. Certamente a maioria das soluções novas dão errado, por conta de usuários mal treinados”, afirma um gerente de TI, durante o encontro de CIOs realizado na Espanha.
4. Estabelecer atribuições e competências – de maneira clara e objetiva
Não é raro que pessoas envolvidas em um projeto, como gerentes, equipe de TI, comitês e patrocinadores não entendam exatamente quais são as atribuições individuais. Isso se dá em função da falta de esclarecimento prévio. A afirmação é do auditor de TI pertencente ao The Wood Group, Chet Ung.
Se, por exemplo, o comitê de gestão de um determinado projeto não souber qual a função dentro do projeto, jamais saberá o que é esperado dele. As pessoas têm o poder de mudar o rumo do projeto, e, nem sempre sabem disso. A conseqüência é uma contribuição deficiente, causada pela falta de informação.
“Atribuições e competências precisam ser claramente definidos e documentados. É a única maneira de evitar a confusão e de alcançar o nível de contribuição esperado de cada membro do projeto”, esclarece Chet Ung.
5. Fluxo de trabalho transparente
“Fluxos claros de trabalho não deixam espaço para as pessoas duvidarem qual o espaço em que estão exatamente alocadas dentro da dinâmica do processo; o que vem antes e para onde vai aquilo no que estão envolvidas no momento”, diz a presidente da empresa norte-americana ProjectExperts, Stacy Goff.
Clareza no fluxo dos processos é um componente essencial quando o objetivo é gerar economia e incrementar qualitativamente todo o projeto. “Nada se compara à segurança de saber que o trabalho está sendo feito por pessoas capacitadas, e que haverá poucas correções a serem feitas naquilo que chega na escrivaninha ou na caixa de entrada. Quando sabe-se que o próximo a receber aquilo no que estamos trabalhando é alguém dedicado e com olhos perfeccionistas, costumamos nos esmerar em nossa tarefas”, diz Goff.
6. Gerenciar alterações no escopo de projetos
É comum que usuários finais de sistemas em desenvolvimento queiram implementar mudanças e alterar algumas nuances nas soluções. Mal sabem que alterações, mesmo que pareçam mínimas, podem ocasionar em modificações brutais no esquema do projeto, influenciando tanto em custo quanto em prazo para a entrega.
Acontece que, nem sempre, o gerente de projetos consegue entender a profundidade da alteração que três botõezinhos a mais na interface do sistema ocasiona no trabalho. “Essa falta de noção é especialmente acentuada nos casos de consultorias externas”, afirma o fundador da empresa de consultoria e de gerência de projetos Spivey & Co., Chris Spivey. Na tentativa de agradar a gregos e a troianos, a gerência de projetos, muitas vezes, aceita a inlcusão dos três botões no sistema. Quando são informados pelo departamento de design técnico que essa implementação vai custar ao projeto alguns preciosos meses de trabalho extra, a casa, literalmente, cai.
É essencial dispor de um processo para gerir mudanças em projetos que estejam em andamento. Nesse gerenciamento devem ser integrados os recursos de aprovação e veto às mudanças, avaliação do prazo exigido pelas alterações e definição de custos dos incidentes. De posse de rotinas dessa natureza, um gerente de projetos pode definir a profundidade do impacto de algumas mudanças caso a caso.
Também oferece ao cliente a oportunidade de reavaliar a necessidade da implementação dos três botões na interface.
Menos surpresa, mais eficiência.
7. Gerenciamento de risco
“A gestão de riscos é, sem a menor sombra de dúvidas, parte essencial de qualquer projeto, independentemente do tamanho”, afirma Goff, da ProjectExperts. De acordo com o profissional, o gerenciamento deve estar integrado em todas as etapas, de concepção a início até o dia do lançamento.
O que torna o gerenciamento de riscos vantajoso é o fato de oferecer ao gestor do projeto uma perspectiva do que pode dar errado. Também vale para deixar a equipe de desenvolvimento, o cliente e os demais envolvidos, esclarecidos acerca dos detalhes e do ritmo a ser adotado para a execução dos trabalhos.
8. Documentação apropriada
Sem a documentação, as equipes podem não entender de maneira adequada quais funcionalidades e requerimentos técnicos estão atrelados aos recursos planejados para a configuração da solução em desenvolvimento. A ausência da documentação detalhada também implica em um desperdicio de tempo e de recursos na tentativa de acomodar as expectativas do cliente.
É um risco enorme para a equipe, dar andamento em projetos sem embasamento documentado e as metas esclarecidas.
A habilidade de evitar confusão é, para Chet Ung, um dos fatores que justificam a implementação de documentos referentes à execução dos projetos.
9. Controle de qualidade eficiente
Esforços para aferir a qualidade são aplicáveis nas instâncias de integração, de funcionalidade e em ensaios de stress. Não recebem a atenção devida, pelo fato da gerência de projetos não estar familiarizada com esse recurso, nem com suas diferentes vertentes. Em outros casos, à análise de qualidade é dedicado menos tempo do que o necessário em função do ganho de tempo. A despeito do motivo, o resultado é sempre o mesmo: um software ou um hardware defeituosos – mais trabalho – menos satisfação.
“Ter um acompanhamento de qualidade eficiente é essencial”, diz Chet Ung. “É a única maneira de garantir a entrega de uma solução de acordo com o encomendado”, afirma.
O CTO da Richard Ivey School of Business, Peter Scheyen, recomenda execução de análises de qualidade em todas etapas, e o envio de versões de teste para os clientes. “Obter deles (usuários finais) um feedback sobre o programa é algo muito precioso, é uma das maneiras mais eficientes de reduzir o eventual risco do projeto não estar saindo de acordo com o esperado na outra ponta”, finaliza o profissional da escola londrina.
10. Governança
Segundo Chet Ung, a governança será responsável pela definição dos moldes dentro dos quais um projeto ou um programa devem ser gerenciados. “Ela também define a “linguagem” usada no desenvolvimento das soluções”, adiciona. “Com uma boa governança, o trabalho flui de maneira mais harmoniosa, mais eficiente”, diz.
Ausente, a governança dá ao projeto um ar de inconsistente, pouco confiável. A equipe de desenvolvimento, por exemplo, poderá trabalhar de acordo com um molde, enquanto os analistas de negócios trabalham com outras referências, levando o projeto inteiro de encontro ao fracasso.
fonte: ComputerWorld
Profissionais precisam transformar fracasso em sucesso
Jun 23rd

Os executivos, em especial na área de TI, devem encarar as falhas como uma forma de conquistar a confiança das áreas de negócio.
O consultor em liderança Patrick Lencioni considera que hoje os profissionais de todas as áreas vivem um dilema comum: a dificuldade de lidar com falhas, em especial, quando elas se tornam públicas. Segundo ele, as pessoas são ensinadas a não expor seus problemas e, com isso, perdem oportunidades de demonstrar sua capacidade de gerenciar falhas.
A imprensa está cheia de exemplos de líderes que se recusam a confessar seus erros. Isso inclui desde problemas financeiros, produtos com defeitos a grandes vazamentos de óleo. E apesar de encobrir um crime ser pior do que cometê-lo, mudar esse comportamento não é fácil. Lencioni cita que três sentimentos fazem com que as pessoas evitem a exposição das falhas: temor de perder o emprego, a vergonha e a sensação de ser pior do que os outros.
Confira o artigo completo: http://migre.me/RwA2
Fonte: ComputerWorld
Você conhece a BandTec?
Jun 23rd
Você internauta que está sempre acessando nosso blog e se atualizando das novidades em tecnologia conhece a Faculdade de Tecnologia Bandeirantes BandTec? Não? Então veja o que a BandTec oferece a seus alunos.
A BandTec é a faculdade de tecnologia que prepara o aluno para a vida profissional. Por isso, os cursos são práticos, com ênfase em atividades de laboratório, estudos de casos e projetos, que fazem parte do dia-a-dia das empresas.
A BandTec tem três cursos de graduação, todos com 5 semestres:
Um dos diferenciais dos cursos é o ensino do Inglês, fator decisivo para o sucesso nesta área.
Outro diferencial é o Escritório de Projetos, uma disciplina que atravessa os 5 semestres do curso, totalizando 500 horas de aulas eminentemente práticas. O Escritório de Projetos ajuda a solidificar os conhecimentos adquiridos em aula e, mais especialmente, a desenvolvr habilidades essenciais no dia a dia das empresas: a capacidade de trabalhar em equipe, de liderar uma equipe de trabalho, de apresentar corretamente suas ideias e seus projetos e até mesmo de se relacionar com os clientes. Enfim: é a TI na prática, como se você estivesse efetivamente trabalhando em uma empresa, o que vai ajudar muito em sua carreira.
Outro grande diferencial da BandTec é a Silicon Trip. Ao final do curso, a BandTec organiza a viagem dos formandos ao Vale do Silício, nos EUA, onde eles visitarão as empresas e os profissionais que estão fazendo a diferença na capital mundial da TI. É uma grande oportunidade para todos colocarem em prática os os conhecimentos de TI (e de inglês, naturalmente) que aprenderam ao longo da BandTec. Quer saber o melhor? O primeiro colocado de cada um dos 3 cursos e o primeiro colocado do processo seletivo ganham a viagem de presente de formatura da BandTec. Já pensou se for você? Ir ao Vale do Silício com sua turma – e com tudo pago? Então, aproveite: clique aqui e faça já sua inscrição para o próximo processo seletivo.
Fotos do Ambiente de Estudo:

Auditório

Biblioteca com Notebooks para uso dos alunos

Laboratório de Informática

Sala de Aula com projetores e Ar condicionado
Gostou da BandTec? Acesse o site www.bandtec.com.br
A importância das Certificações na Área de TI
Jun 17th
Num mercado dinâmico em que as tecnologias mudam praticamente a cada seis meses, os profissionais do setor precisam manter-se constantemente atualizados em banco de dados, sistemas operacionais, ferramentas de desenvolvimento, sistemas de gestão de negócios, ferramentas de gestão de redes, entre outras plataformas. Apesar de ser muito amplo a área de certificações, a vantagem e a abertura constante de novas oportunidades de emprego, como é o caso da Web 2.0 e da telefonia IP (VoIP).
Existem muitos especialistas no mercado, mas a única forma de a empresa que está contratando saber se determinado profissional tem vivência e conhecimento sobre uma tecnologia, é por meio da certificação
O que é uma certificação
Empresas como Oracle, Microsoft, Novell, Cisco, Red Hat, SAP, SUN, entre outras possuem certificações profissionais bastante requisitadas no mercado. Essas companhias credenciam centros educacionais de faculdades ou de escolas especializadas em TI para que ministrem cursos sobre suas plataformas.
Depois de capacitados, os estudantes passam por uma prova online aplicada por uma instituição reconhecida internacionalmente.
Os que já dominam uma tecnologia podem pular a etapa do treinamento e recorrer direto a um desses institutos para prestar a prova online. Se forem reprovados podem repetir o teste, desde que paguem a taxa novamente.

Fonte: Tecnologia Br
Sete dicas para se sair bem em negociações
Jun 10th

Livro ensina como os profissionais podem tirar vantagem das interações, em especial se conseguirem ser excelentes ouvintes
Quem tem hoje uma função de gestão nas organizações, precisa negociar todo o tempo com fornecedores, parceiros, membros da equipe, outras áreas da empresas e até superiores. Além de um desafio, pode ser uma excelente oportunidade para se destacar dentro da própria organização, e principalmente no mercado.
No livro “Crisis Intervention: Using Active Listening Skills in Negotiations” (Intervenção em momentos de crise: Como usar as habilidades de ouvinte em situações de negociação – em tradução livre), escrito por Gary Noesner e Mike Webster, especialistas em negociação do FBI (agência de inteligência dos Estados Unidos) apontam que a habilidade de saber ouvir, é requisito-chave nesse processo de negociação.
Abaixo, sete principais dicas para um bom ouvinte e para garantir um lugar de destaque em qualquer organização, ou mesmo, para proveito próprio.
1. Demonstre interesse: O corpo fala. Assim, é importante demonstrar ao interlocutor que está envolvido na questão, inclusive com a postura corporal e respostas que denotem preocupação e empenho. Frases curtas, tais como “sim”, “ok” ou “entendo” são sinais claros de que o ouvinte não está prestando atenção no que é dito.
2. Parafraseie. Em outras palavras, dê a entender que está acompanhando a mensagem com breves confirmações e até repetições do que foi dito.
3. Defina as emoções do outro: Ou seja, tente atribuir ao que é dito certa emoção. Além de, novamente, demonstrar que está prestando atenção de corpo e alma, atitudes assim mostram que há empatia por sua parte e ajudam a definir quais as motivações que embasam atitudes e ações.
4. Reflita sobre o que é dito: Repetir as últimas palavras é um indicativo de interesse na questão. Alguém diz, por exemplo, “estou cansado de ser pressionado o tempo todo”, ao que você responde: “a pressão está grande, é? Sei.” Essa resposta é especialmente eficaz em estágios iniciais de negociação, quando o negociador procura estabelecer uma presença livre de confronto, coletar informações, e precisa ter uma perspectiva da situação.
5. Incentive o outro a falar: Como? Com perguntas que não sejam do tipo “por quê”. Usar questões desse tipo confere à negociação um ar de interrogatório. Se você falar mais que o outro, diminui a oportunidade de conhecer seu oponente. Use recursos como “fale-me mais sobre isso” ou “não compreendo, você poderia ser mais específico?” e “Pode me contar mais sobre o que aconteceu com você hoje?”
6. Seja “Você”. Negociadores devem evitar a todo custo parecer provocativos ao expressar como se sentem a respeito do que é dito. A dica é a de usar a palavrinha “eu” nas frases e respostas, deixando de lado a imagem institucional que paira sobre sua cabeça e atribuir um tom pessoal à conversa.
7. Silêncio ajuda: Qualquer bom entrevistador sabe do poder que uma boa e duradoura pausa tem em uma situação de negociação. As pessoas têm tendência a preencher os espaços, e, para tal, falam. Fique atento a isso e crie situações propositalmente, em que o outro é tentado a falar e acaba por fornecer informações valiosas.
(Constantine von Hoffman)
Fonte: cio.uol.com.br
